quinta-feira, 10 de setembro de 2015

7 DE SETEMBRO – INDEPENDÊNCIA DO BRASIL


Um pouco da história do hino

               

E

m 1822, quando D. Pedro proclamou a Independência, nem o Brasil nem nenhum outro país tinham hino nacional oficializado. Mas em 1825 o governo da Inglaterra legalizou como hino britânico uma canção patriótica do século XVII. O exemplo foi logo muito imitado.

O atual Hino da Independência nasceu como Hino Constitucional Brasiliense, poema do jornalista Evaristo Ferreira da Veiga musicado pelo maestro Marcos Portugal e logo foi adotado como primeiro Hino Nacional Brasileiro. Em 16 de agosto de 1822, vinte e um dias antes do Grito do Ipiranga, Evaristo da Veiga compôs a letra do Hino da Independência e a música por D.Pedro I.

 Em programas oficiais, porém, logo passaria a ser mais ouvido o Hino Imperial e Constitucional, composição do próprio imperador. A letra era uma seleção de quadras alusivas à Proclamação da Independência, tiradas por D. Pedro I do mesmo poema de Evaristo da Veiga. Essa segunda obra está oficializada hoje como Hino da Independência.

 
Com a abdicação do imperador, em 1831, Francisco Manoel da Silva compôs o Hino 7 de Abril (a mesma música que hoje usamos para o Hino Nacional), com letra de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Recebeu o título de Primeiro Hino da Pátria somente dez anos mais tarde, na mesma época em que a versão original virava o Hino da Independência.

Geralmente, são cantadas a 1ª e a última estrofe do hino.

 
 
HINO DA INDEPENDÊNCIA

Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

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